Cerca de 68% dos viajantes de lazer reservaram passagens ou hospedagens fora de seus programas de fidelidade no último ano para aproveitar tarifas e horários mais vantajosos, aponta pesquisa global da Phocuswright divulgada em 11 de fevereiro de 2026.
O levantamento, que analisou hábitos de consumo em diferentes regiões, revela que 84% dos entrevistados recorreram a algum tipo de “jogo” com programas de recompensas — incluindo cartões de crédito, milhas e pontos — a fim de maximizar benefícios.
Preço e conveniência pesam mais que lealdade
Dados do estudo mostram que entre 57% e 68% dos clientes que declararam preferência por determinada companhia aérea, hotel ou agência de viagens on-line acabaram fechando negócio com outro fornecedor no mesmo período. O motivo principal foi a combinação de menor custo e melhores horários.
Para Madeline List, responsável por pesquisa e projetos especiais da Phocuswright, o engajamento em programas não se traduz automaticamente em lealdade. “A relação qualidade-preço, a confiabilidade e a facilidade de uso prevalecem sobre as recompensas”, afirma em comunicado.
Cartões de crédito ganham força
A análise indica que 39% dos viajantes compraram cartões-presente para acumular pontos, 27% solicitaram um novo cartão de crédito apenas para obter o bônus de boas-vindas e 16% realizaram compras em nome de terceiros para gerar recompensas extras.
No mercado norte-americano, um relatório da Skift Research constatou que muitos consumidores já consideram as bonificações dos cartões mais valiosas que os programas tradicionais de companhias aéreas ou redes de hotéis. Na Europa, iniciativas semelhantes existem, porém com retorno menor devido aos limites da União Europeia sobre taxas de intercâmbio.

Imagem: pt.euronews.com
Gerações priorizam variedade
Metade dos usuários que utilizaram pontos ou milhas em viagens recentes visitou destinos inéditos. Entre viajantes da Geração Z e dos Millennials, cerca de 50% disseram preferir variar fornecedores em vez de permanecer fiéis a uma única marca—indício de que a troca é uma escolha deliberada, não reflexo de insatisfação.
Apesar da relevância de pontos e milhas, o estudo conclui que sem produtos sólidos, preços justos e experiências consistentes, programas de fidelidade têm efeito limitado sobre o comportamento do consumidor.
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Com informações de Euronews



