A indústria de cartões no Brasil registrou movimentação de R$ 1,1 trilhão entre julho e setembro de 2025, crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs).
Crédito respondeu pela maior parte, com R$ 794,7 bilhões, avanço de 15,2%. As operações de débito permaneceram praticamente estáveis, totalizando R$ 248 bilhões. Já os cartões pré-pagos movimentaram R$ 98,7 bilhões, incremento de 3,9%.
Nove meses em alta
No acumulado de janeiro a setembro, o setor alcançou R$ 3,4 trilhões, aumento de 10,4% na comparação anual. No período, o crédito subiu 15,2%, o débito recuou 0,2% e o pré-pago avançou 4,5%.
“Foi o melhor trimestre da série histórica, reflexo direto do desempenho da economia brasileira”, declarou Giancarlo Greco, presidente da Abecs.
Pagamentos por aproximação ganham espaço
As transações por aproximação somaram R$ 485,9 bilhões no terceiro trimestre, salto de 29,3% em um ano. Desse total, R$ 284,9 bilhões ocorreram no crédito (+34,1%), R$ 130,3 bilhões no débito (+28%) e R$ 70,7 bilhões em pré-pago (+15%).
Em cinco anos, a participação do contactless nas compras presenciais passou de 3,9% para 72,8%. Para Greco, a tecnologia deve alcançar 100% “nos próximos anos”, à medida que mais terminais recebam a funcionalidade.
Compras on-line e pagamentos recorrentes
As transações não presenciais atingiram R$ 292,8 bilhões, avanço anual de 19,4%. O crédito respondeu por R$ 283,2 bilhões (+19,7%), o débito por R$ 5,2 bilhões (+26,2%) e os pré-pagos por R$ 4,3 bilhões (-3,4%).

Imagem: valor.globo.com
Nos pagamentos recorrentes, o mercado movimentou R$ 36,9 bilhões, alta de 32,3%. O crédito concentrou R$ 35,3 bilhões (+32,9%), seguido pelo débito com R$ 846,4 milhões (+25,9%) e pelos pré-pagos com R$ 805,8 milhões (+17,1%).
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O desempenho robusto reforça a consolidação dos meios eletrônicos de pagamento no país e sinaliza continuidade da expansão nos próximos trimestres.
Com informações de Valor Econômico



