A taxa média de juros do rotativo do cartão de crédito encerrou outubro em 439,8% ao ano, informou o Banco Central nesta quarta-feira (26). Apesar da redução de 3,9 pontos percentuais em relação a setembro (443,3% ao ano), o índice é o mais elevado para o mês desde 2023, quando alcançou 444,9%.
Na prática, a marca significa que uma dívida de R$ 800 não paga por 12 meses salta para R$ 4.318,40, considerando apenas a incidência de juros na modalidade rotativa.
Limite de 100% previsto em lei
Desde janeiro, dívidas contraídas no rotativo não podem mais dobrar de valor, conforme limite de 100% fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). As estatísticas do BC, porém, continuam mostrando o juro anualizado porque o cálculo considera a taxa mensal projetada para 12 meses, mesmo que o débito seja quitado antes.
Cheque especial recua
Segunda linha de crédito mais cara do mercado, o cheque especial registrou queda para 139,1% ao ano, 1,4 ponto percentual abaixo do observado em setembro. Caso uma obrigação de R$ 800 permaneça sem pagamento por um ano, o montante chegaria a R$ 1.912.
Consignado avança e atinge maior nível desde 2022
O crédito consignado, que desconta as parcelas diretamente da folha de pagamento, teve elevação de 0,4 ponto percentual em outubro, alcançando 27,2% ao ano. É o maior patamar para o mês desde 2022 (27,7%). As taxas variam conforme o público:

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- Beneficiários do INSS: 23,8% ao ano;
- Servidores públicos: 24,7% ao ano;
- Trabalhadores do setor privado: 59% ao ano.
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Com informações de R7 Economia


