Brasília — O governo brasileiro pediu nesta segunda-feira (12) à Arábia Saudita que use recursos do Fundo de Investimento Público (PIF, na sigla em inglês) para financiar projetos de mapeamento de minerais considerados críticos no território nacional.
A solicitação foi apresentada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, durante encontro em Riade com o ministro saudita da Indústria e Recursos Minerais, Bandar El Khorayef. De acordo com comunicado da pasta brasileira, o objetivo é ampliar o conhecimento geológico do país e criar bases para novos investimentos estruturantes no setor.
Somente 30% do subsolo está mapeado
O Ministério de Minas e Energia destaca que cerca de 70% do subsolo ainda não foi detalhadamente estudado. Mesmo assim, o Brasil já detém a segunda maior reserva mundial de terras raras e a sétima de urânio, dois insumos estratégicos para cadeias de energia e tecnologia.
Grupo de trabalho bilateral
Silveira e El Khorayef concordaram em criar um grupo de trabalho para identificar oportunidades conjuntas na mineração. A cooperação deve envolver estudos, intercâmbio técnico e possíveis parcerias empresariais.
Interesse em novos aportes
O ministro brasileiro também apontou a intenção de ver a Manara Minerals, empresa saudita que já possui parceria com a Vale na produção de níquel e cobre, expandir aportes no país. “No cenário atual, minerais críticos são o novo petróleo”, afirmou Silveira, reforçando o potencial de atração de capitais externos para projetos de exploração.
A iniciativa integra a estratégia do governo de diversificar fontes de financiamento e acelerar a pesquisa mineral, vista como essencial para atender à demanda global por insumos destinados à transição energética e à indústria de alta tecnologia.

Imagem: observador.pt
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Com informações de Observador


