Cartões de crédito garantem acesso a salas VIP; entenda regras, limites e custos

Salas VIP se tornaram um dos benefícios mais valorizados pelos viajantes que acumulam milhas ou concentram gastos no cartão de crédito. Disponíveis nos principais aeroportos do mundo, esses espaços oferecem poltronas mais confortáveis, comidas e bebidas incluídas e, em alguns casos, chuveiros pagos à parte. A forma de ingresso, porém, varia conforme o tipo de cartão, o emissor e a parceria contratada.

Cartões do próprio banco

Instituições como Bradesco e Nubank mantêm lounges exclusivos para clientes de determinados plásticos. O acesso costuma ser menos concorrido, já que depende da apresentação do cartão elegível na recepção e segue critérios definidos pelo banco, incluindo número de visitas gratuitas e direito a acompanhantes.

Salas ligadas às bandeiras

Visa e Mastercard oferecem entrada em lounges conveniados mediante cadastro prévio nos aplicativos Visa Airport Companion e Mastercard Airport Experiences. O titular descobre, nesses apps, quantas visitas sem custo tem por ano e em quais aeroportos os espaços estão disponíveis. Por abrirem as portas a um público maior, esses locais tendem a ficar mais cheios e variam de qualidade conforme a demanda.

Programas de assinatura

Quando bancos ou bandeiras não mantêm salas próprias, a solução costuma vir de programas como Lounge Key, Priority Pass e Dragon Pass. Eles funcionam por assinatura: qualquer passageiro pode aderir, mas diversos cartões oferecem a filiação de graça, com um número limitado de entradas incluídas. Após o fim das visitas gratuitas, o acesso pago varia de US$ 35 a US$ 50, valor que costuma ser inferior ao gasto em refeições na área pública do aeroporto.

Lounges das companhias aéreas

Empresas como Latam, Azul e Gol mantêm espaços próprios para quem viaja em executiva ou possui status elevado em seus programas de fidelidade. A entrada nesses lounges, em geral os mais confortáveis, é restrita, mas alguns cartões cobranded permitem acesso. Nesse caso, as regras são definidas pela companhia aérea parceira.

Vale a pena trocar de cartão?

Embora anunciados como “gratuitos”, os acessos costumam vir atrelados a anuidades mais altas. Quem viaja esporadicamente pode não compensar o custo extra. Já o passageiro frequente precisa avaliar se o limite anual de visitas atende às suas necessidades e se as salas oferecem disponibilidade nos horários desejados. Caso contrário, negociar um upgrade de cartão ou a isenção da anuidade com o banco pode ser a saída.

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Imagem: www1.folha.uol.com.br

Antes de solicitar um novo plástico apenas pelo benefício, especialistas recomendam calcular o valor efetivo de cada visita gratuita e comparar com o preço de refeições nos terminais. Assim, o viajante evita surpresas na fatura e faz uso mais estratégico das vantagens oferecidas.

Para continuar acompanhando dicas sobre cartões e programas de fidelidade, acesse nossa seção dedicada em Cartão de Crédito.

Com essas informações, o usuário tem base para escolher o produto financeiro mais adequado ao seu perfil e aproveitar as comodidades das salas VIP sem comprometer o orçamento.

Com informações de Folha de S.Paulo