Em pleno período de férias, muitos brasileiros já organizam roteiros internacionais, mas um item essencial costuma gerar confusão: o seguro viagem. Embora cartões de crédito ofereçam o benefício, especialistas alertam que a cobertura disponibilizada pelas bandeiras nem sempre cumpre as exigências de entrada de diversos destinos.
O diretor de operações da Real Seguro Viagem, Hugo Reichenbach, explica que vários países determinam um valor mínimo de cobertura para autorizar o ingresso de turistas. Caso o seguro do cartão não atinja esse piso, há risco de o viajante ser barrado na imigração. “Em muitos casos, a apólice vinculada ao cartão é limitada a despesas médicas básicas”, afirma.
Segundo Reichenbach, as apólices automáticas costumam restringir-se a atendimentos hospitalares de baixa complexidade, deixando de fora situações corriqueiras, como extravio de bagagem, cancelamento de voo ou necessidade de traslado sanitário. Assim, mesmo quando o viajante imagina estar protegido, pode descobrir lacunas apenas diante de um imprevisto.
Para quem pretende embarcar, a recomendação é verificar previamente os valores mínimos exigidos pelo país de destino, comparar com a cobertura do cartão e, se necessário, contratar um seguro complementar. A medida evita transtornos na alfândega e garante assistência em ocorrências que a apólice padrão não contempla.
Antes de decidir, vale conferir também as políticas de reembolso, franquias e limite de idade do segurado. Esses detalhes fazem diferença no momento de acionar a proteção fora do Brasil e podem representar economia significativa frente a despesas médicas no exterior.

Imagem: terra.com.br
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Com informações de Terra



