Produtores rurais brasileiros veem no futuro acordo de livre-comércio entre Mercosul e União Europeia uma oportunidade para diversificar a pauta de exportações e alcançar consumidores de maior poder aquisitivo no bloco europeu, que reúne cerca de 500 milhões de habitantes.
Segundo fontes do setor, o entendimento político entre os dois blocos, aguardado após mais de duas décadas de negociações, abre a perspectiva de envio de itens com maior valor agregado e não apenas commodities tradicionais.
Potenciais beneficiados
Entre os produtos apontados como mais promissores estão cafés gourmet, cachaças artesanais de categoria premium, chocolates finos feitos com cacau das regiões Norte e Nordeste e cortes especiais de carne bovina. A expectativa é aproveitar o interesse do consumidor europeu por itens diferenciados e com apelo de origem.
Restrições e quotas
Embora o acordo inclua mecanismos para proteger a agricultura europeia, como cotas de exportação e limites para determinados itens, representantes do agronegócio avaliam que o saldo será positivo. A possibilidade de combinar produção agrícola com algum grau de processamento industrial é vista como passo relevante para aumentar a participação brasileira em cadeias globais de valor.
Otimismo no campo
Analistas consultados destacam o momento favorável para o Brasil, que busca ampliar mercados externos e reduzir a dependência de matérias-primas. Para eles, o texto em negociação deve impulsionar investimentos em qualidade, rastreabilidade e certificações exigidas pelo consumidor europeu.

Imagem: cnnbrasil.com.br
Com a eventual entrada em vigor do acordo, produtores já começam a projetar adaptações em suas linhas de produção e estratégias de marketing, mirando nichos de maior renda na Europa.
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Com informações de CNN Brasil


