Brasília – O governo brasileiro voltará a condenar nesta terça-feira (6) a ofensiva militar realizada pelos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. A manifestação ocorrerá durante reunião extraordinária do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA), marcada para as 12h (horário de Brasília), em Washington.
Assim como ocorreu na sessão do Conselho de Segurança da ONU, realizada na segunda-feira (5), a expectativa entre diplomatas brasileiros é de que o encontro termine sem consenso nem adoção de documento conjunto. Delegações devem apenas reiterar, em discursos, posicionamentos já divulgados em notas oficiais desde o ataque.
O Brasil será representado pelo embaixador Benoni Belli. Segundo integrantes do Itamaraty, o pronunciamento seguirá a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo representante brasileiro na ONU, Sérgio Danese: condenar o uso da força e defender o princípio da não intervenção.
No Conselho de Segurança, Danese afirmou que “os fins não justificam os meios” e alertou para o risco de que “os mais fortes definam o que é justo”. Ele acrescentou que conflitos armados na região relembram capítulos do passado que “se acreditava superados”.
Pelas redes sociais, no sábado (3), Lula classificou os bombardeios e a captura de Maduro como uma violação “gravíssima” da soberania venezuelana, capaz de criar “precedente extremamente perigoso” para a comunidade internacional.
O Itamaraty avalia a crise como um cenário inédito e opta por prudência nos próximos passos diplomáticos, segundo fontes da chancelaria.

Imagem: cnnbrasil.com.br
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O Brasil mantém discurso firme em defesa do direito internacional e da solução pacífica de controvérsias, tema que deve dominar a sessão desta terça-feira na OEA.
Com informações de CNN Brasil


