O Brasil possui entre 250 e 256 milhões de hectares considerados efetivamente protegidos, de acordo com dados oficiais mais recentes. A extensão equivale a cerca de um terço de todo o território nacional, colocando o país entre os líderes globais em área absoluta de conservação.
Distribuição desigual
As áreas protegidas englobam 2.365 unidades de conservação federais, estaduais e municipais, somadas às terras indígenas, que representam quase 14% do território, e aos territórios quilombolas, presentes em diversos biomas. Entretanto, a proteção é irregular: aproximadamente 90% das unidades concentram-se na Amazônia, enquanto Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga contam com menos de 10% de suas áreas sob salvaguarda.
Impacto sobre o desmatamento
Essa diferença reflete-se na perda de cobertura vegetal. Estudos apontam que, nas terras indígenas, praticamente não houve desmatamento nas últimas quatro décadas; nos territórios quilombolas, a redução florestal também é baixa. Já em propriedades privadas, a remoção de vegetação nativa é expressivamente maior.
Cobertura vegetal ainda elevada
Mesmo com as pressões, o país mantém 70,2% de cobertura vegetal nativa, ocupando a quinta posição mundial nesse indicador. Paradoxalmente, lidera a perda de florestas na América do Sul: a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) calcula que a região perdeu, em média, 4,3 milhões de hectares por década entre 1990 e 2020, e o Brasil responde pela maior fatia desse total.
Proteção no papel x proteção no campo
Especialistas ressaltam que nem toda área categorizada como protegida garante preservação. Áreas de Proteção Ambiental (APAs), por exemplo, permitem atividades econômicas e representam parcela significativa da cifra total. Além disso, várias unidades existem apenas no papel, sem plano de manejo ou fiscalização regular.

Imagem: g1.globo.com
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Com informações de g1


