Cartão de crédito segue líder entre pequenos negócios, aponta Sebrae, mas uso exige planejamento

Brasília, 18 de janeiro de 2026 – O cartão de crédito permanece como um dos instrumentos financeiros mais utilizados por microempreendedores individuais, microempresas e pequenas empresas no país. É o que demonstra a pesquisa “Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios”, elaborada pelo Sebrae em conjunto com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).

O levantamento ouviu mais de 6,2 mil empreendedores de todos os estados e revelou que 43% recorrem ao cartão de crédito para financiar despesas cotidianas e manter a operação. Entre 2022 e 2025, o estudo mapeou ainda a evolução das principais formas de pagamento e de acesso a recursos:

  • Boletos: cresceram de 27% para 46%;
  • Cartão de crédito: manteve patamar elevado, com 43%;
  • Empréstimos bancários: subiram de 35% para 39%;
  • Financiamento de bens e equipamentos: avançaram de 35% para 42%.

Alerta para o rotativo

Embora prático, o uso constante do cartão, sobretudo na modalidade rotativa, pode comprometer a saúde financeira do negócio, destaca o Sebrae. As altas taxas de juros e a imprevisibilidade das parcelas tornam a solução cara e arriscada quando não há planejamento.

Instrumentos de apoio

Para reduzir a dependência de crédito caro, o Sebrae oferece alternativas como o Fundo de Aval para Micro e Pequenas Empresas (Fampe) e participa do Programa Acredita, iniciativa do governo federal que facilita o acesso a linhas com juros mais baixos e prazos adequados. No Fampe, a entidade pode garantir até 80% do valor do empréstimo, aumentando as chances de aprovação junto a bancos parceiros.

Benefícios do crédito planejado

Segundo o Sebrae, empresas que contratam crédito de forma consciente preservam o caixa, reduzem riscos de inadimplência e sustentam o crescimento. Quando empregado para compra de estoque, aquisição de equipamentos ou expansão da produção, o empréstimo gera retorno direto ao negócio.

Boas práticas recomendadas

A entidade sugere que o empreendedor avalie a real necessidade de novos recursos, organize o fluxo de caixa, compare taxas e prazos em diferentes instituições e evite usar o cartão para despesas recorrentes. Separar finanças pessoais das empresariais e buscar orientação de especialistas antes de fechar qualquer operação também fazem parte do checklist.

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Imagem: brasil61.com

Empresas que adotam essas práticas tendem a apresentar maior longevidade e maior resistência a crises, reforça o estudo.

Para mais orientações sobre financiamento e gestão, confira a seção de Economia no Capital Financeiro.

Planejar antes de contratar pode ser a diferença entre impulsionar o crescimento ou comprometer o futuro do negócio. Informe-se, compare opções e faça o crédito trabalhar a favor da sua empresa.

Com informações de Brasil 61