O comunicado divulgado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central após a reunião desta quarta-feira trouxe ajustes sutis na linguagem, mas suficientes para reacender as apostas do mercado em um ciclo de redução da taxa básica de juros, a Selic. Embora o colegiado tenha evitado assumir qualquer compromisso sobre o momento de eventual flexibilização, operadores destacam que o texto deu sinais de menor preocupação com a trajetória da inflação.
Analistas ressaltam que o Copom manteve a avaliação de que o cenário continua incerto, porém citou avanços no processo de desinflação em comparação com comunicados anteriores. Para gestores de recursos, a ênfase moderada em riscos inflacionários abre espaço para que o início do corte nos juros ocorra antes do que se projetava.
Nas mesas de renda fixa, a interpretação predominante foi de que o Banco Central busca ganhar margem de manobra sem se comprometer publicamente. A aposta majoritária agora é de que a Selic comece a recuar nas próximas reuniões, caso os dados de preços e atividade confirmem tendência favorável.
A decisão desta quarta-feira, que manteve a taxa básica inalterada, foi unânime. O Copom volta a se reunir em aproximadamente 45 dias, quando novos dados de inflação, mercado de trabalho e atividade econômica serão avaliados.

Imagem: Ton Molina/Bloomberg via valor.globo.com
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Com informações de Valor Econômico



