Delegados esvaziam plenário durante fala de Netanyahu na 80ª Assembleia da ONU

Nova York, 26 de setembro de 2025. Dezenas de representantes abandonaram, simultaneamente, o plenário da Organização das Nações Unidas enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, iniciava seu pronunciamento no quarto dia da 80ª Assembleia Geral.

O protesto, organizado por delegações contrárias às ações militares israelenses em Gaza, deixou fileiras de assentos vazios no momento em que Netanyahu subiu ao púlpito. A saída foi acompanhada por vaias, contrastando com aplausos de simpatizantes que permaneceram no local.

Entre os grupos que deixaram o salão estava a delegação do Brasil, que se retirou assim que o chefe de governo israelense chegou ao microfone. Diante da debandada, o mestre de cerimônias pediu ordem aos presentes: “Ordem na sala, por favor!”.

Com o plenário esvaziado, Netanyahu declarou que “os inimigos de Israel são inimigos de todo o mundo” e afirmou que aqueles que combatem o Estado judaico pretendem “arrastar o mundo moderno para seus fanatismos”. O líder israelense também elogiou o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, dizendo que ele “entende isso melhor do que ninguém”.

Lista de empresas envolvidas em assentamentos

Mais cedo, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos divulgou uma atualização da lista de companhias ligadas à construção e manutenção de assentamentos israelenses classificados como ilegais pelo direito internacional. Agora, o documento reúne 158 empresas — 68 a mais do que no relatório anterior.

A maioria das entidades apontadas tem sede em Israel, mas há firmas de outros países, incluindo a portuguesa Steconfer SA. Constam ainda companhias registradas no Canadá, China, França, Alemanha, Luxemburgo, Países Baixos, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

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Imagem: agenciabrasil.ebc.com.br

O órgão da ONU ressaltou que as corporações devem assegurar que suas atividades “não contribuam para violações de direitos humanos” em regiões de conflito.

Ao deixar o plenário, algumas delegações reafirmaram que continuarão pressionando por responsabilização internacional sobre a ofensiva israelense em Gaza, tema que domina os corredores da 80ª Assembleia Geral.

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Com informações de Agência Brasil

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