Golpes de fim de ano se multiplicam; veja os cinco mais comuns e como evitá-los

Laboratórios de segurança digital registram aumento de fraudes virtuais nesta época do ano. De acordo com levantamento da Kaspersky, pelo menos cinco modalidades se repetem com maior frequência entre novembro e dezembro, sempre iniciadas por mensagens de SMS ou e-mail que induzem o usuário a clicar em links maliciosos.

Golpes em destaque

Transferência via Pix inexistente – A vítima recebe aviso de depósito de um remetente desconhecido e, para “liberar” o valor, é direcionada a um site falso que solicita dados bancários.

Taxa de entrega – Após a Black Friday, consumidores aguardam encomendas. Criminosos enviam mensagem com nome e CPF do destinatário, exigindo um pagamento via Pix para destravar o suposto pacote; o dinheiro cai em contas de laranjas.

CPF cancelado – E-mails em nome da Receita Federal, Banco Central ou Polícia Federal afirmam que o documento foi suspenso. O link leva a página que exibe dados pessoais completos e captura novas informações sensíveis.

Milhas expiradas – Perto das férias, golpistas avisam sobre pontos que estariam prestes a vencer. O usuário é levado a site fraudulento, onde paga uma taxa para “salvar” as milhas.

Upgrade de cartão de crédito – Oferece promoção para cartão de categoria superior com acesso a salas VIP. Ao preencher dados de banco na página falsa, a vítima possibilita movimentação indevida da conta.

Orientações de segurança

Especialistas reforçam que links desconhecidos não devem ser abertos. Sempre que surgir dúvida, o consumidor deve entrar no aplicativo ou no site oficial da empresa citada na mensagem. Mesmo quando o texto exibe informações pessoais, a recomendação é desconfiar: dados vazados são utilizados justamente para conferir veracidade à fraude.

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Imagem: Freepik Company S.L. – www.freepik.com via cbn.globo.com

Outra dica é verificar o domínio do site. Endereços legítimos trazem o nome da instituição antes do “.com” ou “.gov”. Também vale pesquisar no Google para confirmar se o endereço corresponde ao oficial.

Golpistas vêm aprimorando a escrita com ferramentas de inteligência artificial, reduzindo erros de português que facilitavam a identificação de mensagens suspeitas. Por isso, a checagem do endereço e a cautela antes de clicar se tornam ainda mais importantes.

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Com informações de CBN