Brasília — O Ministério da Saúde confirmou, nesta terça-feira (19), quatro infecções pelo novo subclado J.2.4.1 do vírus influenza A(H3N2), batizado de gripe K, em território brasileiro.
De acordo com a pasta, um dos registros é considerado importado, ocorrido no Pará. Trata-se de uma mulher adulta, estrangeira, procedente das ilhas Fiji, cuja amostra foi examinada pelo Laboratório de Referência Nacional da Fiocruz, no Rio de Janeiro. Os outros três diagnósticos foram feitos em Mato Grosso do Sul e ainda estão sob investigação para determinar a origem.
Como os casos foram identificados
Os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) do Pará e de Mato Grosso do Sul detectaram a presença do vírus durante exames rotineiros. As amostras seguiram para o Instituto Adolfo Lutz (SP) e para a Fiocruz (RJ), responsáveis pelo sequenciamento genético que confirmou o subtipo K.
Ações de vigilância reforçadas
Diante da circulação global acelerada do subclado, o ministério informou que ampliou o monitoramento de síndromes gripais e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). As medidas incluem diagnóstico precoce, notificação imediata de ocorrências incomuns, oferta de antivirais e estímulo à vacinação dos grupos de risco.
O que se sabe sobre a gripe K
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o subclado K vem ganhando espaço em mais de 34 países desde agosto de 2025, com destaque para Austrália, Nova Zelândia, Europa, Ásia e América do Norte. Até o momento, não há sinal de maior gravidade clínica em comparação às variantes sazonais já conhecidas.
Os sintomas relatados continuam sendo febre, dor de garganta, mal-estar, coriza, dores no corpo, tosse e fadiga. Não há indícios de manifestações diferentes provocadas especificamente pela gripe K.
Eficácia da vacina
Estimativas iniciais do Reino Unido indicam que o imunizante atual contra influenza mantém proteção relevante contra formas graves da nova cepa — 70% a 75% de eficácia em crianças de 2 a 17 anos e 30% a 40% em adultos. O Ministério da Saúde ressalta que as vacinas distribuídas no Sistema Único de Saúde (SUS) continuam recomendadas e protegem contra complicações, inclusive causadas pelo subclado K.

Imagem: NIAD via oglobo.globo.com
Para o próximo ano, a composição vacinal a ser adotada deverá incorporar cepas mais próximas da variante emergente, conforme orientação da OMS.
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As autoridades reforçam que a adoção de medidas de prevenção — vacinação, etiqueta respiratória e higienização adequada das mãos — permanece fundamental para reduzir a transmissão e evitar sobrecarga nos serviços de saúde.
Com informações de O Globo


