Ibovespa recua 0,72% com pressão de bancos; Petrobras e Vale reduzem perdas

O Ibovespa encerrou o pregão desta terça-feira (13) em queda de 0,72%, aos 161.973 pontos, influenciado principalmente pelo desempenho negativo das ações de grandes bancos. Durante o dia, o índice oscilou entre a mínima de 161.765 pontos e a máxima de 163.146 pontos.

A pressão vendedora foi mais intensa sobre as blue chips do setor financeiro. Banco do Brasil ON liderou as perdas, com baixa de 3,06%. Também recuaram Santander Units (-1,38%), BTG Pactual Units (-1,26%), Bradesco PN (-1,14%) e Itaú Unibanco PN (-0,81%). Profissionais de mercado apontaram que não houve notícia específica para o segmento; o movimento refletiu um clima geral de aversão ao risco na Bolsa brasileira.

A queda do índice só não foi mais profunda porque Petrobras e Vale avançaram. As ações ordinárias da estatal registraram alta de 3,41%, enquanto as preferenciais subiram 2,57%. Segundo operadores, o desempenho foi sustentado pela valorização superior a 3% do petróleo no mercado internacional e por ajustes técnicos, com investidores estrangeiros cobrindo posições vendidas. Já os papéis ON da Vale tiveram ganho de 0,82%, acompanhando a recuperação dos preços de commodities metálicas.

O volume financeiro somou R$ 18,5 bilhões no Ibovespa e R$ 24,7 bilhões na B3.

Influência externa

No cenário internacional, investidores repercutiram o índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que avançou 0,3% em dezembro, em linha com as projeções. O núcleo do indicador, excluindo itens voláteis, subiu 0,2%, ligeiramente abaixo da expectativa de 0,3%. A leitura reforçou a percepção de que o Federal Reserve poderá iniciar cortes de juros mais à frente.

Em Wall Street, o dia também foi negativo: Dow Jones caiu 0,80%, S&P 500 recuou 0,19% e Nasdaq perdeu 0,10%.

Dados locais

No Brasil, o volume de serviços registrou retração de 0,1% em novembro, contrariando a previsão de alta de 0,1% e sinalizando desaceleração da atividade. Apesar disso, analistas da Eleven Financial avaliam que o Banco Central deve adiar o início do ciclo de afrouxamento monetário, mantendo o discurso cauteloso.

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Imagem: Patricia Monteiro via valor.globo.com

A casa segue posicionada em ações domésticas cíclicas, como Vivara, Ecorodovias e Rede D’Or São Luiz, que podem se beneficiar de um futuro corte na Selic, mas reduziu exposição a small caps e passou a incluir exportadoras como Suzano, após recentes quedas.

Resumo: o Ibovespa operou em território negativo, pressionado por bancos, mas viu perdas limitadas pelo avanço de Petrobras e Vale. No exterior, dados de inflação em linha com o esperado nos EUA e mau humor nas principais bolsas impactaram o sentimento local.

Fique atento às próximas divulgações econômicas para entender como elas podem afetar seus investimentos.

Com informações de Valor Econômico

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