Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) de curto prazo fecharam em queda nesta terça-feira (13), após a divulgação de dados que reforçaram a expectativa de corte na Selic em 2026. A queda de 0,1% no volume de serviços no Brasil em novembro e o núcleo da inflação ao consumidor dos Estados Unidos, ligeiramente abaixo do previsto, sustentaram o movimento.
Desempenho da curva
No encerramento do pregão:
- DI para janeiro de 2027 recuou de 13,735% para 13,695%;
- DI para janeiro de 2028 caiu de 13,02% para 12,97%;
- DI para janeiro de 2029 passou de 13,00% para 12,99%;
- DI para janeiro de 2031 subiu de 13,29% para 13,30%.
Os números de serviços contrariaram a mediana das estimativas do Valor Data, que apontava alta de 0,1%. O resultado encerrou nove meses consecutivos de expansão do setor e foi interpretado como sinal de moderação da atividade econômica, favorecendo a expectativa de início do ciclo de afrouxamento monetário na reunião de março do Banco Central.
Apetite reduzido por risco
Enquanto a ponta curta da curva se beneficiou do ajuste de expectativas, os DIs de prazos mais longos permaneceram praticamente estáveis em um dia de menor demanda global por ativos de risco. O movimento se repetiu nos títulos atrelados ao IPCA (NTN-B), com descompressão apenas nos vértices mais próximos:
- NTN-B com vencimento em agosto de 2028: de 8,05% para 8,04%;
- NTN-B com vencimento em agosto de 2040: de 7,40% para 7,42%.
Leilão do Tesouro
O Tesouro Nacional ofertou 1,15 milhão de NTN-Bs em leilão considerado tímido pelo mercado. O lote foi integralmente colocado a taxas um pouco superiores às esperadas, mas o risco embutido — medido pelo dv01, de US$ 571 mil — foi suficiente para aliviar parcialmente a pressão sobre os papéis.
Mesmo com a trégua de hoje, operadores reforçam que as NTN-Bs tendem a mostrar desempenho inferior ao dos DIs, diante da expectativa de emissões volumosas para financiar a dívida pública e do espaço para queda adicional nas expectativas de inflação implícita.

Imagem: Pixabay via valor.globo.com
O ajuste na curva reflete, portanto, a combinação de dados locais e externos que sugerem ambiente mais favorável à redução dos juros básicos, ainda que a aversão ao risco siga limitando o alívio nas taxas de longo prazo.
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Com informações de Valor Econômico


