Itaú Unibanco aprovou a distribuição de R$ 3,99 bilhões em juros sobre capital próprio referentes ao exercício de 2026, com pagamento previsto até 31 de agosto e direito garantido aos acionistas posicionados em 18 de junho.
Cronologia da deliberação e valores por ação
Em reunião realizada em 28 de maio de 2026, o conselho de administração do Itaú Unibanco ratificou a proposta de remunerar os acionistas por meio de juros sobre capital próprio (JCP). O valor bruto definido foi de R$ 0,36188 por ação, válido tanto para os papéis ordinários (ITUB3) quanto para os preferenciais (ITUB4). Após a retenção obrigatória de 17,5 % de Imposto de Renda na fonte, o montante líquido a ser creditado será de R$ 0,298551 por ativo.
O comunicado ao mercado detalha que a soma total dos proventos alcança R$ 3,99 bilhões, valor que será contabilizado no resultado do exercício de 2026 conforme a legislação societária vigente.
Datas-chave: direito, ex-direitos e liquidação do provento
O banco definiu 18 de junho de 2026 como a data de corte para identificação da base acionária que participará da distribuição. A partir de 19 de junho, os papéis passam a ser negociados em regime ex-direitos, o que implica ajuste técnico na cotação equivalente ao valor bruto do JCP.
Segundo o fato relevante, o crédito aos investidores ocorrerá até 31 de agosto de 2026, abrangendo custódia na B3 e nos registros da New York Stock Exchange para os ADRs, de acordo com os procedimentos operacionais de cada depositária.
Contexto financeiro e implicações para a estratégia de capital
A opção pelo JCP, em detrimento de dividendos, é uma prática recorrente entre instituições financeiras brasileiras por possibilitar dedução fiscal na apuração do lucro real. No caso do Itaú, a diretoria utiliza esse mecanismo para otimizar a estrutura de capital, mantendo os índices de Basileia em linha com as exigências regulatórias e, ao mesmo tempo, remunerando o acionista.
No primeiro trimestre de 2026, o banco reportou retorno sobre patrimônio líquido (ROE) próximo de 25 %, resultado que sustenta a política de proventos robusta. O pagamento anunciado agora representa aproximadamente 35 % do lucro líquido acumulado no período de janeiro a março, proporção compatível com o histórico recente da companhia.

Analistas do setor projetam que o Itaú continuará alternando entre JCP e dividendos ao longo do ano, ajustando o volume distribuído à evolução do lucro e às perspectivas macroeconômicas, especialmente em relação à expansão de crédito e ao nível de inadimplência.
Procedimentos operacionais para investidores
Investidores que detêm as ações via custódia na B3 receberão o crédito de forma automática na conta da corretora em que os papéis estão depositados. No exterior, os detentores de ADRs terão o valor correspondente convertido em dólares americanos pelo banco depositário, descontados eventuais encargos administrativos e tributação aplicável no mercado de origem.
Para fins fiscais, o valor líquido de R$ 0,298551 será adicionado ao histórico de custo de aquisição das ações, impactando futuros cálculos de ganho de capital. É recomendável que o investidor registre o provento nos controles pessoais ou em sistemas de apuração de imposto para evitar divergências na declaração anual.
Conclusão técnica
Com a aprovação de R$ 3,99 bilhões em JCP, o Itaú mantém a política de transferência de resultados ao acionista e reforça o compromisso com a eficiência fiscal. A data de corte em 18 de junho de 2026 define o grupo que participará do provento, enquanto o pagamento, programado até 31 de agosto, encerra o ciclo operacional dessa distribuição. Eventuais ajustes na estratégia de capital do banco seguirão sendo comunicados por meio de fatos relevantes, em consonância com as normas de transparência do mercado de capitais.



