O Itaú Unibanco reportou lucro líquido recorrente de R$ 11,876 bilhões no terceiro trimestre de 2025, resultado 3,2% superior ao segundo trimestre e 11,2% acima do registrado em igual período de 2024. O montante veio levemente acima da média das projeções de analistas, que apontava para R$ 11,805 bilhões.
O lucro líquido contábil somou R$ 11,561 bilhões, com avanço de 2,5% na comparação trimestral e de 13,4% em 12 meses.
Crédito e inadimplência
A carteira de crédito expandida atingiu R$ 1,402 trilhão em setembro, crescimento de 0,9% sobre junho e de 6,4% em um ano. A inadimplência acima de 90 dias permaneceu em 1,9%, mesmo nível do trimestre anterior.
No detalhamento por segmento no Brasil, o saldo para pessoas físicas chegou a R$ 456,4 bilhões, alta de 1,0% no trimestre e 6,5% em 12 meses. Micro, pequenas e médias empresas movimentaram R$ 278,4 bilhões, avanço de 1,1% e 7,5%, respectivamente. Entre grandes empresas, o total alcançou R$ 437,7 bilhões, elevando-se 1,5% no trimestre e 9,4% em relação a setembro de 2024. Na América Latina, a carteira recuou 0,4% no trimestre e 0,3% em 12 meses, para R$ 229,5 bilhões.
Receitas e provisões
A margem financeira gerencial ficou em R$ 31,382 bilhões, aumento de 0,7% na comparação trimestral e de 10,1% em 12 meses. A fatia proveniente de clientes respondeu por R$ 30,479 bilhões, com crescimentos de 0,5% e 11%, respectivamente. Já a margem com mercado encerrou em R$ 902 milhões, alta de 5,2% no trimestre, mas queda de 14,6% em um ano.
As provisões para devedores duvidosos (PDD) alcançaram R$ 9,780 bilhões, avanços de 1,2% no trimestre e 9,5% em 12 meses. A receita de prestação de serviços totalizou R$ 11,755 bilhões, alta de 3,6% ante o segundo trimestre e de 4,7% em um ano.
Projeções atualizadas
O banco ajustou para cima a estimativa de margem financeira com mercado em 2025. O intervalo previsto passou de R$ 1,0 bilhão–R$ 3,0 bilhões para R$ 3,0 bilhões–R$ 3,5 bilhões. As demais metas foram mantidas: crescimento da carteira de crédito total entre 4,5% e 8,5%, margem financeira com clientes entre 11% e 14%, receitas de serviços e seguros de 4% a 7%, despesas não decorrentes de juros de 5,5% a 8,5%, custo do crédito entre R$ 34,5 bilhões e R$ 38,5 bilhões e alíquota efetiva de IR/CS de 28,5% a 30,5%.
Imagem: Divulgação via valor.globo.com
Com esse desempenho, o Itaú reforça sua posição de maior banco privado do país e mantém as expectativas de crescimento moderado da carteira de crédito ao longo de 2025.
Com informações de Valor Econômico
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