Com a Selic estacionada em 15% ao ano, consumidores têm intensificado a procura por linhas de empréstimo com condições menos onerosas. Diferentes modalidades — de crédito com garantia a cheque especial — apresentam custos e prazos que variam conforme o perfil do tomador e o bem oferecido.
Garantia de imóvel ou veículo puxa demanda
Levantamento da Creditas indica que, em 2025, os pedidos de home equity (garantia de imóvel) avançaram 45,1%, enquanto o auto equity (garantia de veículo) cresceu 33,6%. Nessas operações, as taxas partem de 1,09% ao mês + IPCA para imóveis e de 1,49% ao mês para veículos, com prazos de até 240 meses.
Segundo o educador financeiro da Creditas, Guilherme Casagrande, a classificação de risco menor — proporcionada pelo bem em garantia — permite juros mais baixos e pagamentos diluídos no longo prazo. “A parcela não deve ultrapassar 30% da renda familiar, e a instituição precisa ser autorizada pelo Banco Central”, orienta.
Consignado segue entre os mais acessíveis
Exclusivo para aposentados, servidores públicos e trabalhadores com carteira assinada, o crédito consignado tem as parcelas descontadas diretamente da folha de pagamento. Para Túlio Matos, presidente da iCred, o produto “pode ser um aliado na organização financeira, desde que usado com planejamento e objetivo definido”.
Matos recomenda mapear renda, despesas e margem consignável antes de fechar contrato, além de evitar mais de um consignado simultâneo. “A ferramenta foi criada para apoio pontual, não como solução recorrente”, afirma.
Modalidades de custo elevado exigem cautela
Empréstimo pessoal, cartão de crédito rotativo e cheque especial podem ultrapassar 10% ou 15% ao mês, ampliando o risco de endividamento. Especialistas lembram que essas linhas devem ser utilizadas apenas em emergências e por curtos períodos, sob risco de comprometer o orçamento.

Imagem: valorinveste.globo.com
Checklist para contratar
Antes de assumir qualquer dívida, os educadores sugerem:
- Registrar renda líquida e todas as despesas fixas;
- Definir claramente o objetivo do empréstimo;
- Limitar as parcelas a 30% da renda familiar;
- Comparar taxas, prazos e CET em diferentes instituições;
- Ler o contrato por completo, verificando condições de atraso e quitação antecipada.
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Com informações de Valor Investe



