A perspectiva de redução da taxa básica de juros ao longo de 2026 vem reforçando o otimismo dos investidores em relação às Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B), títulos públicos corrigidos pelo IPCA. Após um desempenho considerado fraco em 2025, quando a maior parte dos ativos de renda fixa domésticos registrou ganhos mais expressivos, operadores enxergam espaço para que os papéis indexados à inflação recuperem terreno neste ano.
Em 2025, o juro real embutido nas NTN-B recuou menos que o esperado, limitando a valorização dos títulos. A expectativa atual é de que o ciclo de cortes da Selic – tema que, segundo o gestor Catalan, deve dominar a agenda dos mercados até março – acelere a queda dos juros reais, favorecendo principalmente os papéis de prazo mais longo.
Participantes do mercado projetam que a trajetória descendente da Selic reduza o prêmio exigido pelos investidores para carregar NTN-B, puxando os preços para cima e melhorando o retorno total. “Quanto mais rápido a taxa básica cair, maior será o alívio nos juros reais e, por consequência, o potencial de valorização desses títulos”, resume um operador de renda fixa ouvido pelo Valor.
A aposta predominante é de que o Banco Central inicie o afrouxamento monetário no primeiro trimestre, com cortes graduais que possam levar a Selic para patamar inferior a dois dígitos no final de 2026. Caso o cenário se confirme, analistas destacam que as NTN-B devem voltar a figurar entre as principais alternativas para quem busca proteção contra a inflação sem abrir mão de rentabilidade.
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Imagem: valor.globo.com
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Com informações de Valor Econômico



