Brasília – O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito sigiloso para verificar possíveis vínculos entre o esquema de exploração sexual atribuído ao norte-americano Jeffrey Epstein e mulheres brasileiras. A investigação está a cargo da Unidade Nacional de Enfrentamento do Tráfico Internacional de Pessoas.
O procedimento foi aberto após a liberação, pela Justiça dos Estados Unidos, de milhões de páginas de documentos que incluem e-mails de 2011 relatando a possível viagem de uma moradora da região de Natal (RN) para encontros com Epstein em território norte-americano. Nas mensagens, o bilionário solicitava fotografias da jovem em lingerie ou biquíni e oferecia custear todas as despesas do deslocamento.
Os investigadores analisam evidências referentes ao período de 2006 a 2019, época em que Epstein teria mantido contato com diversas brasileiras, entre elas modelos. As trocas de mensagens apontam promessas de transferência de recursos financeiros e organização de viagens internacionais.
Condenado nos EUA por crimes de exploração e tráfico sexual de menores, Jeffrey Epstein era acusado de comandar uma rede de abuso em propriedades no país e em uma ilha no Caribe. Preso em Nova York, foi encontrado morto em sua cela em 2019.
Embora o FBI tenha declarado não ter identificado uma rede de tráfico sexual gerida por Epstein, o MPF pretende esclarecer se brasileiras foram aliciadas e se houve violação de leis nacionais ou internacionais relativas ao tráfico de pessoas.
Imagem: poder360.com.br
Não há prazo definido para a conclusão da apuração, que segue sob sigilo.
Com informações de Poder360
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