Pix Parcelado estreia em setembro e promete reduzir custos para lojistas

O Banco Central prepara para setembro o lançamento do Pix Parcelado, modalidade que permitirá dividir compras sem cartão de crédito e com repasse à vista para o lojista. A novidade foi detalhada por Leandro Fiuza, CEO da fintech SaqPay.

Como funciona

Na prática, o banco onde o cliente tem conta concede um limite exclusivo para pagamentos fracionados via Pix. Quando o consumidor escolhe parcelar, o valor total é debitado desse limite e creditado imediatamente ao estabelecimento, já descontada a tarifa cobrada pela instituição financeira, pelo adquirente ou pela plataforma de pagamento.

O comprador paga as prestações com juros diretamente ao banco, mesmo sem saldo disponível em conta. É possível definir a melhor data de cobrança — por exemplo, o quinto dia útil — concentrando ou distribuindo débitos ao longo do mês.

Exemplo de compra

Se um cliente adquirir uma televisão de R$ 3.000 em dez vezes, o comerciante emite um QR Code e recebe, por hipótese, R$ 2.900 à vista. Segundo Fiuza, a economia para o varejista pode chegar a 50% em comparação ao parcelado no cartão, que envolve taxas da bandeira, do banco e do adquirente.

Limite de crédito e alcance

Como a análise é feita apenas pelo banco com o qual o usuário já se relaciona, a expectativa é de aprovação mais rápida, ainda que para valores modestos, a partir de R$ 50. Instituições digitais que atendem classes D e E devem usar movimentações de conta para calibrar esses limites.

Risco de inadimplência

A estimativa de Fiuza é que a inadimplência fique entre 6% e 8%, patamar semelhante ao dos cartões de crédito. Bancos planejam medidas preventivas, como débito automático de recursos que entrarem na conta e alertas em aplicativos.

Integração com Pix Automático

Outra funcionalidade em desenvolvimento é o Pix Automático, voltado a pagamentos recorrentes, como contas de luz, condomínio ou serviços de streaming. A tarifa deve ser menor que a do cartão recorrente, mas ajustes técnicos ainda atrasam a liberação plena do serviço.

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Imagem: Jorge Priori via monitormercantil.com.br

Convivência com o cartão

O executivo avalia que o Pix Parcelado não substituirá o cartão de crédito, e sim ampliará as opções de pagamento e pressionará as tarifas do setor. Parte das compras continuará no plástico, enquanto operações sensíveis a custo podem migrar para o novo sistema.

Para saber mais sobre tendências de meios de pagamento e impacto no bolso do consumidor, confira a seção de Economia do Capital Financeiro.

Resumo: previsto para setembro, o Pix Parcelado permitirá compras fracionadas sem cartão, com repasse imediato ao lojista, custos menores e aprovação de limite concentrada no banco do cliente.

Com informações de Monitor Mercantil

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