O dólar à vista encerrou esta sexta-feira (29) com valorização de 0,29%, cotado a R$ 5,4219. O movimento ocorreu em sessão de maior volatilidade por causa da formação da Ptax de fim de mês.
Apesar do avanço pontual, a moeda norte-americana acumulou queda de 3,19% em agosto, desempenho que colocou o real como a terceira divisa de mercados emergentes que mais se apreciou no período, atrás apenas do peso colombiano e do florim húngaro.
Fatores que sustentaram o real
Operadores apontam que o recuo do dólar no mês refletiu, principalmente, a expectativa de que o Federal Reserve possa reduzir os juros na reunião de setembro. O possível corte diminui a atratividade dos rendimentos nos Estados Unidos e favorece moedas de países com taxas mais altas, como o Brasil.
O amplo diferencial de juros interno também contribuiu para limitar a volatilidade cambial. Em agosto, a volatilidade realizada do par dólar/real ficou em 9,43%, patamar considerado baixo para o mercado brasileiro, mesmo diante de fluxo cambial mais fraco e de ruídos políticos — entre eles a tensão diplomática recente entre Brasil e Estados Unidos.
Desempenho semanal e de outras moedas
Na comparação semanal, o dólar registrou variação praticamente nula, com recuo de 0,07%. Já o euro comercial avançou 0,43% nesta sexta-feira, encerrando a R$ 6,3428, mas recuou 0,75% em agosto e 0,25% na semana.
Durante o dia, a cotação mínima do dólar foi de R$ 5,4125 e a máxima chegou a R$ 5,4420, refletindo ajustes de posições antes do fechamento da taxa Ptax.
Imagem: Ibrahim Boran via valor.globo.com
Para saber de que forma as oscilações do câmbio podem impactar seus investimentos, confira nosso conteúdo exclusivo na seção de Economia.
Com o fim do mês fiscal e a expectativa pelo próximo encontro do Fed, investidores devem permanecer atentos a novos sinais sobre a trajetória dos juros norte-americanos e seus possíveis efeitos sobre o real.
Com informações de Valor Econômico



