A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para baixo a estimativa da safra brasileira de cana-de-açúcar 2025/26. O órgão ligado ao Ministério da Agricultura projeta agora 666 milhões de toneladas, volume 1,6% inferior ao colhido no ciclo anterior e levemente abaixo dos 668 milhões apontados em agosto.
Secas, calor e incêndios pressionam lavouras
Segundo a Conab, o novo corte reflete condições climáticas adversas em áreas estratégicas de cultivo. Episódios de seca, temperaturas elevadas, focos de incêndio e falta de chuvas reduziram o rendimento em várias regiões, com perdas entre 1% e 4,4% nos canaviais mais afetados.
A área plantada com cana deve alcançar 8,97 milhões de hectares, aumento de 2,4% em relação à temporada passada. Apesar da expansão territorial, a produtividade média tende a recuar cerca de 4%, também impactada pelo clima desfavorável.
Efeito diferenciado sobre açúcar e etanol
Mesmo com menos matéria-prima, a Conab prevê incremento de 2% na produção de açúcar, que pode atingir 45 milhões de toneladas. Já a fabricação de etanol a partir da cana deve sofrer retração de 2,8%, totalizando 36,2 bilhões de litros.
O Brasil segue líder global na produção e exportação de açúcar refinado, e as novas projeções servirão de base para o planejamento do setor sucroenergético nos próximos meses.

Imagem: sustentix.sapo.pt
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Com informações de Sustentix


