Taxas de juros futuros recuam pelo terceiro dia seguido às vésperas da decisão do Copom

Os contratos de juros futuros voltaram a fechar em queda nesta sexta-feira (23), prolongando a sequência de ajustes negativos iniciada no começo da semana. O movimento ocorre na véspera do anúncio de política monetária do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcado para a próxima quarta-feira.

Ao fim da sessão na B3, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou de 13,70% para 13,695%. O papel para janeiro de 2028 passou de 13,025% para 13,00%, enquanto o DI para janeiro de 2029 cedeu de 13,06% para 13,025%. Já o contrato com vencimento em janeiro de 2031 desvalorizou de 13,40% para 13,345%.

A busca global por ativos de países emergentes sustentou o apetite dos investidores pelo mercado de renda fixa brasileiro, mesmo sem novos catalisadores domésticos. Operadores relatam que o fluxo comprador foi suficiente para manter a curva em terreno negativo, apesar da cautela típica que antecede decisões de política monetária.

Com três pregões consecutivos de ajuste, as taxas acumulam queda expressiva na semana. Analistas destacam que parte desse alívio reflete a percepção de que o Banco Central poderá iniciar, ainda neste semestre, um ciclo de afrouxamento monetário se a inflação seguir arrefecendo.

As atenções agora se voltam para o comunicado que o Copom divulgará após a reunião. O mercado buscará pistas sobre o ritmo do processo de normalização dos juros, atualmente em 13,75% ao ano, e sobre eventuais sinalizações de alteração no balanço de riscos.

O comportamento da curva de juros também foi influenciado pelo desempenho positivo do Ibovespa, que atingiu novos recordes intradiários, e pela valorização do real frente ao dólar, fatores que costumam reduzir a percepção de risco local.

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Imagem: Karolina Grabowska via valor.globo.com

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Em resumo, a expectativa de cortes futuros na taxa básica, combinada a um ambiente externo favorável, tem mantido a curva de juros em trajetória de queda, mas o mercado segue atento à mensagem que será transmitida pelo Banco Central na próxima semana.

Com informações de Valor Econômico