Brasil encerra custódia da embaixada argentina na Venezuela

Brasília – O governo brasileiro informou nesta quarta-feira (10) às autoridades da Argentina e da Venezuela que deixará, a partir de agora, de responder pela representação diplomática argentina em Caracas.

A custódia, assumida em 5 de agosto de 2024 a pedido do presidente argentino, Javier Milei, ocorreu depois que o então governante venezuelano Nicolás Maduro expulsou os diplomatas argentinos do país. Desde então, a Embaixada do Brasil passou a cuidar dos prédios, arquivos e interesses dos cidadãos argentinos em território venezuelano.

Motivos da decisão

Fontes do Itamaraty ouvidas pela reportagem afirmam que o Brasil “já cumpriu seu papel”, destacando o esforço para proteger funcionários da líder de oposição María Corina Machado e garantir a inviolabilidade da residência oficial argentina. Segundo esses interlocutores, gestões diárias asseguraram “necessidades básicas” de quem permaneceu abrigado no local.

A avaliação interna é de que o cenário político mudou após a ação militar dos Estados Unidos que, em 3 de janeiro, resultou no sequestro de Maduro. Nos dias seguintes, uma nova liderança assumiu o comando em Caracas, sob forte pressão norte-americana e com maior repressão interna, o que abriu caminho para a substituição da custódia.

Entenda o contexto

• Agosto de 2024 – Brasil aceita cuidar dos interesses argentinos na Venezuela.
• 3 de janeiro de 2026 – Operação dos EUA leva ao sequestro de Nicolás Maduro.
• 10 de janeiro de 2026 – Itamaraty comunica fim da responsabilidade sobre a missão argentina.

Diplomatas brasileiros ressaltam que, durante nove meses, a integridade dos bens e documentos argentinos foi preservada. “A oposição venezuelana reconheceu nosso compromisso”, disse uma das fontes.

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Imagem: g1.globo.com

O governo brasileiro não detalhou quem assumirá a representação argentina daqui em diante. Até o momento, nem Buenos Aires nem o atual governo venezuelano se pronunciaram oficialmente sobre a transição.

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Com informações de G1